Um risco de suor
crava aquele rosto no meio do dia
concreta a pele cozida pelo mormaço da hora
ainda há bafos de arrotos do almoço mal digerido
andou comendo lesmas refogadas num caldo de ácido
a quentura ferve em um hálito de nuvens
que se desfazem com a luz do sol
Furiosa, a atmosfera racha face a ilusões
Um suspiro mirrado trilha órbitas distantes
Entoa ecos de aves ossudas
Do alto daquele céu cego, o aço cintila sons
Que brilham no esquecimento desse que desce
Que curva diante da displicência de sombras
Da solidão seca da luz chapada
Da vida sem nuances
Do brilho do asfalto escuro
Nenhum comentário:
Postar um comentário