terça-feira, 14 de agosto de 2007

Sem janelas




Perdi as janelas
as minhas
Fiquei sem horizonte
A ver o escuro rente a mim
solidificando possibilidades
enraizando breus que ameaçam a minha lucidez

Fiquei alheio
Excluído do que observava pelas minhas janelas
Tiradas de mim
sem espaço vazios
com ausências preenchidas
pelo que mais temia
A imagem dos outros
agora refletia em mim
não mais as observava
agora as sentia
O espelho grudado na mente enferrujou
O tempo contado não passava
Fiquei eternamente em mim

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