Estar às voltas
Rodando em si
Numa espiral infinita de opostos
Que não se refaz
Que é
Que nunca foi tampouco será
Está aqui
Não ali
Afogada numa ansiedade irremediável de fugas distorcidas
De um não querer camuflado pela covardia de ser aceitável
Caminho sobre mim e não vejo marcas
Em cada passo dado ou ensaiado
Voltar sem remissões a idas
O movimento suspenso cai
Alinha referência
Salienta a gravidade do dia-a-dia
É para cima que ele vai
Encobre a realidade que mesmo sendo minha
É inventada pelo outro
Por que não saíste?
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