Bateu a porta e
deixou a vida entreaberta
deitada num vão de um transe
iluminada de ausência
a luz de fora me escurece
fiquei ali sentada na espera
ilhada
sem ponte
sem barco
e sem vontade de atirar-me ao mar
submersa na secura de sexta-feira
não terei mais sábados
só domingos
me adiantarei antes que a segunda amanheça
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