olho para minha mão
e vejo
sob a superficialidade,
as veias da vida
o veio do sertão
o sangue da pulsão
as artérias da confusão
a possibilidade da convulsão
olho para a minha mão
e vejo
sob a vida
a morte esquelética
ossos magros
tortos que se escondem
sob a tez da escuridão
aquela que espreita
ossos de dobradiças
retorcem em unhas que permanecem
olho para a minha mão
percebo
e vejo
depois da vida
e da morte
sombras de um beijo
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