uma moleza com hora marcada
uma respiração funda
afunda a minha alma
deixa-a
numa preguiça pegajosa
que lambrega meus olhos
que lentamente
desliza num tempo escorregadio
e sem que eu perceba
suspende a minha inspiração
adia a minha expiração
expiro
profunda e demoradamente
não durmo
nem acordo
fico
sem ter nem para quê
largado em mim
digerindo
debastando horas
dói viver
ter de me mexer
Nenhum comentário:
Postar um comentário