
a tarde cai
e eu
desabo a enrolar desesperos
a cozer a desilusão de destinos
a borrar linhas de horizontes
a desfalecer
desistir de sonhar
a tarde cai
e
nada pode ser feito
esse é o destino das tardes
e
a mim
resta o cheiro que o fim exala
nada mais
quando os espirros expiram
o finito aperta
o real comprime
e
rememora-se o vazio do que se foi
ferindo como fumaça de cigarro já sugada
e
depois expelida
Nenhum comentário:
Postar um comentário