as minhas veias internas secaram
secaram por eu ser não
as lágrimas não me regam, secam-me de solidão
seco tal qual maré desregrada
como flor não regada
como dor danada
às vezes não sei porque não.... mas do nada me renego
e para o nada me passo
a regar o vaso
a nadar no raso
a fingir que faço
sem margens, sem vazão
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