suspenso pela sombra da espera
permaneço imerso
em mim
de olho no que possa dali sair
e a quem possa se acaso há bossa
o que está ali interessar
escurecido pelo tempo
retenho o ego que coço
até gozar
sozinho,
sem o risco do outro a espiar
não, ainda não posso
com isso lidar
prefiro o medo em riste
mesmo que com isso fique triste
não, ainda não posso
expor o que não posso trocar
se a cada verso aludido
cada um falado, não retido
ainda me sinto sem algo
que antes justificava o despertar
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