o teto continua alvo
miro no branco
na imensidão daquilo que não vejo
na retidão do que não tem cor
do que não tem marcas aparentes
me escondo nas ranhuras escondidas na linearidade
nada penso
nada concluo
só respiro
de baixo para cima
de dentro para fora
do começo para o fim
existo sob o anteparo do céu
entre a paridade dos números
são quatro, seis, oito, doze?
são muitas retas
vidas paralelas
que só enroscam no infinito
na curva
na inevitável curva
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