sábado, 2 de junho de 2007

Anteparo do céu

o teto continua alvo
miro no branco
na imensidão daquilo que não vejo
na retidão do que não tem cor
do que não tem marcas aparentes
me escondo nas ranhuras escondidas na linearidade

nada penso
nada concluo
só respiro
de baixo para cima
de dentro para fora
do começo para o fim

existo sob o anteparo do céu
entre a paridade dos números
são quatro, seis, oito, doze?
são muitas retas

vidas paralelas
que só enroscam no infinito
na curva
na inevitável curva

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