sábado, 2 de junho de 2007

meado

sou meio manco
metade de algo
caminho em solavanco
carrego ranços

sou meio manco
desnivelado, sem prumo
confuso, não enxergo o flanco
arrasto a perda do rumo

sou meio...
manco também
vivo, quase morto
na margem
um bocado terra, outro água
sou meado

um tantão preto
um tacho de macho
nem primeiro
tampouco derradeiro
sou do meio
divisor de nada
pouco lembrado e um quanto esquecido

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